Leandro Mendes RochaHeloísa Selma Fernandes Capel
Este artigo explora as composições culturais híbridas dos Chiquitano, povo indígena da região fronteiriça entre Brasil e Bolívia, consubstanciadas em uma festa etnogênica, a Festa de inauguração do Memorial Espírito Santo dos Chiquitano, na qual processos identitários contemporâneos são reconhecidos e agenciados. Para tanto, inspira-se nas concepções dinâmicas da cultura advindas dos estudos culturais e dos estudos da performance, compreendendo a festa como ato cênico privilegiado, em que tradições são reatualizadas e reconhecidas em um espaço tempo liminar e situacional, bases cognitivas de um saber que envolve corpos em movimento e ação no espaço intercultural. São intencionalidades fantasmáticas em jogo que envolvem o ato performático agenciador e o historiador cultural, pesquisador participante.
Tainá Oliveira BarralFábio Fonseca de CastroMarina Ramos Neves de Castro
Lucas de OliveiraPatrícia Silva Osório
Bernard DebarbieuxJean-François StaszakOuidad Tebbaa