João BaptistaArtur Cruz BertolucciAna Victória Klovrza Diogo
<p>Os diferentes governos na história da República brasileira realizaram mudanças na condução da política externa, em maior ou menor grau, compartilhando, todavia, certos objetivos e valores. Essa aparente continuidade era justificada por um suposto insulamento burocrático do Itamaraty. Entretanto, a política externa atual apresenta um sério questionamento a essa ideia, uma vez que marca sua mais significativa ruptura, a partir da eleição de Jair Bolsonaro e a chancelaria de Ernesto Araújo. Este artigo, em diálogo com o histórico de produções acerca da Política Externa Brasileira, pretende demonstrar como esta não é uma política de Estado, mas sim uma política de governo, questionando o pressuposto amplamente difundindo do insulamento burocrático do Itamaraty. Compreende-se que a política externa está sujeita a barganhas políticas inerentes ao funcionamento do Estado, assim como as demais políticas públicas, apesar do notável <em>déficit</em> democrático nas disputas de poder e influência sobre sua condução política. A partir da revisão bibliográfica sobre o papel do Itamaraty e a Política Externa Brasileira, o artigo debate a evolução da temática na agenda eleitoral nacional e analisa a política externa dos três primeiros semestres do governo Bolsonaro.</p><p> </p>
Kátia Regina Rodrigues LimaEmmanoel Lima FerreiraPatric Anderson Gomes da Silva
Nilson Maciel de PaulaEvelin LuchtTácio Dagostini
Gabriela M. KyrillosFabiane Simioni