Esse início de século tem sido marcado por incessantes conquistas das ciências e das tecnologias, de conexão global, de comunicação, de produção e de consumo. Ao mesmo tempo, antigos problemas humanitários ainda são temas que persistem e ameaçam a humanidade, nos lembrando da importância da reconstrução permanente de um projeto ético de sociedade local e global. Nesse cenário, a produção de conhecimento é fundamental. Propostas formativas baseadas em um currículo crítico, desenvolvido a partir do enfrentamento de problemas sociais reais é a aposta da aprendizagem solidária (aprendizagem e serviço solidário). Este artigo pretende contribuir para a compreensão desse conceito. Para isso, irá definir solidariedade e aprendizagem, buscando pontuar as diferenças entre caridade, assistencialismo e solidariedade, bem como clarear as diferenças entre algumas atividades de intervenção social durante os processos formativos. Traz ainda a importância de se costurar a aprendizagem solidária ao conceito de responsabilidade social universitária para outro mundo possível.
Palloma Rosa FerreiraDiego Neves de Sousa
GLORIA MARIA VARGAS DE QUEIROZ