A minha posição é a de uma leitora de Gramsci a partir da utilidade atual da sua reflexão para a compreensão do presente e para refundar hoje uma teoria da libertação. O ponto de partida, é portanto, a nossa colocação no presente, o nosso desejo de transformação que cruza um texto e o questiona partindo das possibilidades de fortalecimento deste desejo que tal texto oferece, em uma relação com o texto gramsciano que é ao mesmo tempo afetiva e instrumental, fiel e infiel.
Maria de Fátima Rodrigues Pereira