Beatriz Capalbo POLIMarcos Silvestre Gera
Desenvolve-se uma análise sobre o poder ideológico patriarcal por intermédio do Direito Penal, como forma de manter seu status e poder. Objetiva-se trazer à luz do bom-senso o assunto, destacando os processos de naturalização - apresentar como naturais processos decorrentes de ações humanas, portanto, históricas -, e universalização - apresentar como universais os valores da classe dominante de uma sociedade, estendendo seus valores às outras, de forma sutil, como se fossem igualmente importantes para todas as classes sociais - que conceitos provenientes da ideologia patriarcal passaram por meio do Direito Penal, que atua como emissor e receptor destes. Apesar das alterações e revogações de dispositivos prejudiciais às mulheres e conquistas de novos direitos para sua proteção; o legado ideológico dos conceitos machistas e patriarcais, que estão ou estiveram presentes no Direito Brasileiro, continuam, até a atualidade, podendo ser demonstrado pelo número crescente de casos de crimes contra mulheres, bem como pela opinião popular que continua em grande medida culpando a vítima pelas mais diversas atrocidades praticadas em detrimento dela. Ou seja, as mudanças acontecem pela pressão dos movimentos sociais, entretanto, não há o pleno entendimento dos reais motivos dessas demandas, gerando alterações no macro, sem haver entendimento de base, para que de fato haja uma mudança na mentalidade do senso comum, a caminho do bom senso. Através dos métodos dedutivo bibliográfico e histórico, esclarece-se os assuntos relativos ao tema da pesquisa, visando a superação da naturalização da ideologia. Palavras-chave: Poder ideológico patriarcal. Direito Penal. Machismo. Feminismo.
Cídia Dayara Vieira Silva da ConceiçãoBruna Laís Silva PintoSalete Maria da Silva
Maicon Luan TurattoRodrigo Vaz Silva
Alexandre Cesar dos SantosRonald Pinheiro Rodrigues
Breno MontserratAna Paula Guimarães Santos de Oliveira