Nas últimas décadas, o conceito de cultura tem vindo a adquirir um âmbito muito mais vasto que o tradicional. Este, como é sabido, apenas contemplava a cultura de tipo erudito, isto é, literária, filosófica ou artística. Para isso contribuíram ciências como a antropologia, a etnologia e a sociologia, mas também as novas concepções do homem e da vida, estudadas e veiculadas pela história. Assim, falamos hoje de cultura de povos primitivos, de cultura operária, de cultura industrial ou de cultura material. Em alguns casos, o adjectivo cultural é mesmo utilizado para caracterizar toda uma civilização, como sucede com o recente livro publicado em França, da autoria de Fumarioli, intitulado precisamente L'État culturel. Essai sur une religion modern. Neste contexto, caracterizado por uma certa revalorização e vulgarização do cultural - e, simultaneamente, pelo reforço do papel desempenhado pela empresa -, não surpreende que o interesse pela temática cultura de empresa tenha vindo a aumentar, de forma notória. Já se afirmou não existir hoje discurso sobre a empresa que não fale de cultura. Daí o assunto ter entrado na ordem do dia de publicações, especializadas ou mesmo de carácter mais genérico - como periódicos ou semanários -, conferências, seminários, ensino e investigação. Parece-me, assim, estar suficientemente justificada a inclusão do tema nestas Jornadas, visto tratar-se, como veremos oportunamente, de um instrumento fundamental para uma gestão moderna e actualizada.
Renan Cláudio Dos SantosFabiana Theodoro de Souza Bueno
Tainara Gonçalves MeneguessoMaria Eduarda Goulart GomesLesley Carina do Lago Attadia Galli
Esraelyne Olimpio de SouzaThércia Lucena Grangeiro MaranhãoNilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra LeoneGislene Farias de Oliveira