\n Introdução. A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome que acomete principalmente os idosos. As ações de autocuidado são fundamentais para estes pacientes, envolvendo medidas farmacológicas e não farmacológicas. Quando há uma falha em algumas destas ações, os pacientes podem passar por um período de descompensação. Objetivos. 1) analisar a evolução das ações de autocuidado, durante o primeiro retorno ambulatorial após a alta hospitalar e aos três meses após o primeiro contato de pacientes que foram internados com IC descompensada; 2) analisar quais variáveis estão associadas na determinação das ações de autocuidado, nos dois momentos da avaliação dos participantes do estudo; 3) caracterizar e analisar a evolução dos pacientes segundo a presença de sintomas de ansiedade e de depressão, comprometimento cognitivo, qualidade de sono e apoio social no o primeiro retorno ambulatorial após a alta hospitalar e aos três meses após o primeiro encontro ambulatorial. Método. Estudo observacional, analítico e longitudinal realizado nos ambulatórios de cardiologia de dois hospitais públicos de Ribeirão Preto. Os dados foram coletados por meio de consulta aos prontuários e entrevistas individuais com os participantes no primeiro retorno ambulatorial após a alta hospitalar (T0) e três meses após o primeiro retorno (T1). As variáveis de interesse foram avaliadas pelas versões validadas para o português do Brasil dos instrumentos: Self-Care of Heart Failure Index (SCHFI), Montreal Cognitive Assessment (MoCA), Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), Medical Outcome Survey- Social Support (MOS-SS) e Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR). Os dados foram analisados pelos testes de comparação de médias (t de Student pareado e não pareado) e distribuição pareada (McNemar) e não pareada (Qui-quadrado e Exato de Fisher) com nível de significância de 0,05. Resultados. Na avaliação da evolução do autocuidado, as três subescalas (Manutenção, Manejo e Confiança) apresentaram melhoras três meses após o primeiro retorno ambulatorial (p<0,001). O comprometimento cognitivo, sintomas de ansiedade e depressão e apoio social obtiveram médias inferiores no T1 quando comparadas com T0, indicando uma piora dos participantes após o primeiro retorno ambulatorial. A qualidade de sono apresentou melhora em T1 (p<0,001). Não encontramos nenhuma diferença estatisticamente significante ao compararmos os escores do SCHFI com as variáveis explanatórias. Conclusão. O autocuidado e a qualidade de sono melhoraram três meses após o primeiro retorno ambulatorial por descompensação da IC. Mais estudos precisam ser realizados para verificar quais são as variáveis associadas com a melhora do autocuidado após a internação\n
Gustavo Venícius da Silva SantosAdão Renato de Jesus FreireCleidinaldo Ribeiro de Góes MarquesDeyse Mirelle Souza SantosAislayne Rodrigues ValentimArthur Cesar de Melo TavaresAna Liz Pereira de MatosYasmim Anayr Costa FerrariMaíra Ávila Fontes TrindadeAna Caroline Araujo TemoteoEdna das Virgens SantanaJoão Paulo Santos de OliveiraJosé Lucas Abreu NascimentoGabriela Silva OliveiraEduesley Santana Santos
Amanda Chlalup LinnKarina de Oliveira AzzolinEmiliane Nogueira de Souza
Elidianne Layanne Medeiros de ARAÚJOCalline Palma dos SANTOSEster Gonçalves da SILVA
Shérida Karanini Paz de OliveiraFrancisca Elisângela Teixeira LimaVera Lúcia Mendes de Paula PessoaJoselany Áfio CaetanoLídia Stella Teixeira de MenesesLarissa Bento de Araújo Mendonça