Há várias formas de resistência e este artigo apresenta uma delas. Na Alemanha, a educação não está livre de ofensivas da atualidade: a) a mensurabilidade da qualidade de ensino; b) a otimização e a eficácia curricular; c) o desenvolvimento de métodos por competências pedagógicas; d) o uso de mídias digitais na infância; e e) a alfabetização precoce para atender a demandas de mercado. No sentido inverso dessas propostas, os objetivos desse artigo são: a) discutir a importância da educação cultural e estética na primeira infância; e b) mostrar que trilhar caminhos inovadores é uma forma de resistência à subordinação da educação aos ditames econômicos. Assim, este artigo apresenta: a) as bases teóricas sobre educação cultural e estética; b) um exemplo prático, o Projeto Amares, em Colônia, Alemanha, que mostra como é possível realizar a educação cultural e estética na primeira infância; e c) a conclusão aponta a necessidade da criação de estratégias educacionais de resistência às atuais propostas hegemônicas. Ao voltar nossas atenções tanto à memoria social e cultural sedimentada ao longo dos séculos quanto à prática pedagógica responsável, possibilitamos a formação integral do ser humano. Isso constitui uma estratégia de resistência para formar crianças felizes, conscientes e responsáveis para a vida.
Luangela De SáLaíse Soares Lima
Jean Carlos GonçalvesCaroline CarvalhoCarla Carvalho
Aline Laignier SoaresElena Arenas BarrosoRoberto Acayaba de ToledoF.C. Machado
Jeferson Leonardo Manfroni CabralAndrisa Kemel ZanellaAna Cristina Ribeiro Silva