Carlos Roberto da Silva MachadoBruno Emilio Moraes
O artigo se propõe refletir sobre a institucionalização das políticas “progressistas” e, mais especificamente, da educação ambiental junto ao Estado brasileiro e as contradições resultantes desse processo. Compreende-se que a crise vivida pela educação ambiental crítica (isolada no espaço acadêmico), está relacionada a uma postura colonialista que aposta na disseminação de perspectivas produzidas “desde cima”, ou seja, desde os espaços dos poderes instituídos. A participação da educação ambiental nos governos progressistas, terminou por restringir sua ação contra-hegemônica, deixando-a sem espaço para as perspectivas e resistências autônomas e autogestionárias que emergem da sociedade. Por fim, nos propomos tecer uma breve e introdutória reflexão sobre outros caminhos para inserção da educação ambiental na sociedade, caminhos mais abertos à diversidade de lutas e perspectivas socioambientais que existem na vida cotidiana. Uma educação múltipla e marginal que, nascida “desde baixo”, desafia os limites impostos pela modernidade capitalista, sem a necessidade de criar uma nova verdade a ser reproduzida.
Verônica Maria Bezerra GuimarãesJuliana De Oliveira Teixeira
Juliana Plácido GuimarãesNilvânia Aparecida de MelloGiovana Faneco Pereira
Wagner Campos da SilvaHysdras Ferreira do NascimentoIgor Dessupoio SilvaCélia Regina Sousa da SilvaPriscila Tamiasso MartinhonÂngela Sanches Rocha