No sacrifício da peregrinação medieval, os fiéis encontram um meio de alcance espiritual consigo e com Deus. Pelo caminho, a natureza revela-se escudeira e desafiadora dos limites humanos, carregada de atributos religiosos em um momento de advento da Filosofia Natural. Neste artigo, analisaremos a atuação do ambiente natural na peregrinação a Santiago de Compostela no século XII a partir do Codex Calixtinus, especificamente a partir de seu livro V, o Guia do Peregrino. Enquanto um dos primordiais guias medievais, o Guia do Peregrino não apenas faz uma descrição da natureza no caminho, mas apresenta o conteúdo simbólico que a mesma revela no período.