Nathália Gonçalves de MouraNághela Gonçalves de MouraAdriana Ferreira de CarvalhoVerônica Nogueira Do Nascimento
<p>Com a promulgação da Constituição de 1988, o tema da marginalização das pessoas com deficiência passou a ser enfrentado como uma demanda a ser respondida pelo Estado, restando claro a opção do legislador constituinte pela abordagem estadocêntrica no que toca a elaboração de políticas públicas para este segmento populacional. Entretanto, para implementar políticas públicas inclusivas, um forte comprometimento e ações de uma série de atores não estatais são necessários. Este ensaio teórico objetivou redimensionar o papel dos atores estatais, da sociedade em geral e organizada e das próprias pessoas com deficiência e suas entidades representativas, no enfrentamento do problema público da marginalização dos sujeitos com deficiência. Com a ratificação da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e ao assumir o compromisso de atingir até 2030 os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a sociedade e as próprias pessoas com deficiência também foram conclamadas a participar da elaboração de (e até mesmo desenvolver) políticas públicas com vistas a garantir os direitos dos sujeitos com deficiência. A efetivação de políticas públicas inclusivas apresentou-se como uma tarefa de toda a sociedade brasileira e não apenas dos governos, exigindo o empenho, entre outros, dos setores privados, das instituições de ensino, das comunidades e o engajamento de cada cidadão, com e sem deficiências. Tudo com o propósito de promover a equiparação de oportunidades e a realização de sonhos e projetos por parte dos brasileiros com deficiência.</p>
Cleiver Elieth Ventura SilvestreAndréa Yumi Sugishita Kanikadan
André Machado BarbosaEduardo Henrique Monzatto de MattosKátia Eliane Santos Avelar
Sergio Onofre de Moraes Terra Vargas
Andresa CaravageFátima Corrêa Oliver
Lia Polegato CastelanDiego Alves Ribeiro QueirózÉdison Duarte