Este trabalho analisa dois tipos de intervenção visual (grafite e cartazes) elaborados por grupos de pessoas afetadas pelas inundações de 2003 e 2007 na cidade de Santa Fé (Argentina), com o fito de refletir sobre o papel das imagens na construção da identidade social destes grupos minoritários. Para tanto, começa apresentando o espaço público como lócus onde diferentes setores sociais manifestam lutas simbólicas para impor seu domínio. Neste contexto se reconhece que o grafite se trata de uma prática contestatária que canaliza e enaltece a voz dos setores subalternos. Assim, o presente artigo apresenta a problemática das inundações na cidade de Santa Fé e analisa as produções desde a perspectiva dos Estudos Visuais. Em seguida, incorpora as contribuições da Psicologia Social para refletir sobre as relações intergrupos e os processos de construção da auto-identidade de grupo. Por último, destaca como estas mensagens estético-político colaboraram no desenvolvimento desses processos.
Ana María Arnáiz GarcíaJosé Espinoza