Este artigo aborda três trabalhos em vídeo, concernentes ao documental e ao autorretrato desenvolvidos a partir da minha experiência e da minha atuação como organizadora e participante da Marcha das Vadias de Curitiba, movimento feminista contemporâneo. Estas propostas de criação se concentram tanto no uso do meu corpo como resistência quanto nas minhas sensações resultantes desse embate social. Sendo assim, esta investigação aborda o conceito da grupalidade, central para o desenvolvimento dos trabalhos, compreendendo relações libertárias entre o corpo de artista e o outro, seja o outro humano ou animal. Destacam-se, em especial, a ideia de performance como linguagem nas artes visuais e o conceito de performatividade baseado na argumentação de Judith Butler.