Poucas obras tiveram tanta repercussão historiográfica quanto a de Edward Gibbon. Desde então, historiadores da Antiguidade e medievalistas discutem sobre o período que corresponde à desarticulação do Ocidente imperial e à expansão do cristianismo e do islamismo. Até meados do século XX, prevaleceu a perspectiva pessimista, identificada pelo epítome de “declínio” imperial. Em reação a tais premissas desponta o conceito de Antiguidade Tardia que, ao enfatizar a noção de “transição”, atenua o conteúdo catastrófico das análises e dispensa noções correlatas, como a das “trevas” medievais. Em resposta às limitações desta perspectiva, alguns autores aventam a noção de Primeira Idade Média. Nesse artigo, examinamos as potencialidades e limitações das duas abordagens correntes, indicando, assim, o uso da noção de Primeira Idade Média ao estudo do Ocidente, como preferencial.
Marcos Luís EhrhardtAlana Thais Quadros de CampoCaio Cesar Machado GomesElisangela de Melo AguadoGilmar SenturiãoMaitê Carla Scottini PadilhaPatrick Guilherme Neves BorgesTainá Raue dos SantosVanessa Luana Schmitt
Willian FunkeMateus Alves Nedbajluk