A ruptura prematura das membranas (RPM) é um quadro caracterizado pela rotura espontânea das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto fisiológico. Constitui uma das causas importantes de partos prematuros, contribuindo para mortalidade materna e perinatal devido os riscos de infecção. Trata-se de um estudo quantitativo por amostragem não probabilística intencional. A coleta de dados foi realizada através de revisão de prontuários de pacientes admitidas no ano de 2012. Os prontuários foram selecionados de janeiro a março obedecendo os critérios de inclusão e exclusão, dentre os 962 prontuários analisados, participaram da amostra 72 gestantes com RPM. Como resultados 92,5% (890) não apresentaram RPM e 7% (72) apresentaram a RPM. Observa-se que a ITU é a infecção mais prevalente entre as gestantes com 23,6% (17), a corioamnionite com 2,8% (2) e a infecção do trato genital 1,4% (1). No que diz respeito ao tipo de parto, a escolha ao parto vaginal é de 63,9% (46) e 36,1% (26) realizaram parto cesáreo. Das complicações para os recém-nascidos, a prematuridade foi evidenciada com 66,7% (48). Conclui-se diante dos resultados encontrados a necessidade de melhoria do pré-natal para que essa gravidez tenha evolução de maneira fisiológica até o nascimento, garantindo maiores chances de sucesso para o binômio mãe-filho.
Liege Vidal AraújoNilson Gomes
Carlos Vera UrdapilletaAlfredo OvalleMario OlivenciaJaime VargasFernando Cerna Iparraguirre
Jairo Amaya GuíoKaren Johana Bolívar-Fino