Caroline Guinoza MatudaNicanor Rodrigues da Silva PintoCleide Lavieri MartinsPaulo Frazão
ResumoA colaboração interprofissional vem sendo apontada como um recurso para o enfrentamento dos problemas do modelo de atenção e da força de trabalho. O objetivo do estudo foi captar a percepção de profissionais que atuam na atenção primária à saúde sobre o trabalho compartilhado e a colaboração interprofissional. Uma pesquisa qualitativa foi conduzida no município de São Paulo, mediante a realização de entrevistas em profundidade com profissionais de distintas categorias que atuam na Estratégia Saúde da Família e no Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Os resultados permitiram evidenciar as categorias: ‘interação profissional’ e ‘metas de produção’. As formas de interação, o papel do apoio especializado matricial e o modo como as metas de produção são percebidas apontaram para tensões entre a lógica profissional tradicional e a da colaboração; e entre um modelo centrado em procedimentos especializados e outro mais colaborativo, focado nas necessidades de saúde das famílias e da comunidade. O compartilhamento de responsabilidades e práticas, a alteração da lógica dos encaminhamentos e a insuficiência de dispositivos organizacionais permanecem como importantes desafios para a inserção da colaboração interprofissional no desenvolvimento de novas práticas de produção do cuidado.
Eliezer Magno AraújoPercy Antonio Galimbertti
Eliezer Magno Diógenes AraújoPercy Antonio Galimbertti
Edson Roberto Arpini MiguelDaniel Lopes AiresRoberto Zonato EstevesFabiola Cristine Arpini Miguel PissioliSergia Renata GodoiSonia Maria Silva