Eunice Aparecida Bianchi GalatiVânia Lúcia Brandão NunesFrederico de Almeida RegoElisa Teruya OshiroMarilene Rodrigues Chang
INTRODUÇÃO: Nas Américas, Lutzomyia longipalpis tem sido incriminada como vetora da leishmaniose visceral em, praticamente, todas as áreas de ocorrência dessa parasitose. A notificação de casos humanos a partir de 1980 e a presença de cães com aspecto sugestivo de leishmaniose visceral no Município de Corumbá, Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, levaram a investigações entomológicas na área, com o objetivo de identificar a população de flebotomíneo vetora. MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa foi realizada no peri e intradomicílio de três residências urbanas e em ecótopo natural, representado por uma gruta, situado fora do perímetro urbano. As capturas, semanais em sua maioria, foram realizadas com armadilhas automáticas luminosas, no período de 1984 a 1986. Os dados metereológicos desse período foram obtidos junto à Estação Metereológica da cidade e os de 1925 a 1982, de bibliografia. RESULTADOS: A fauna flebotomínea urbana, composta de oito espécies, mostrou-se semelhante à da gruta, porém nesta, a abundância das espécies foi maior. Na área urbana, Lu. cruzi predominou tanto no intra como no peridomicílio: no bairro central, representou 90,3% dos espécimens e nos dois bairros periféricos, os seus percentuais foram menores. Lu. forattinii, também, teve freqüência expressiva em um dos bairros periféricos (39,0 %). Na gruta, Lu. corumbaensis foi a espécie predominante. Comenta-se o impacto das condições climáticas e do inseticida aplicado na área urbana na freqüência das espécies, e da utilização da gruta como criadouro pelos flebotomíneos, com base na evolução da razão entre os sexos ao longo do período. Foram adicionadas informações sobre antropofilia e de coleta com isca canina de Lu. forattinii. CONCLUSÃO: O predomínio de Lu. cruzi na área urbana; a expressiva freqüência de Lu. forattinii na periferia da cidade, bem como a sua antropofilia e o estreito grau de parentesco destas espécies com Lu. longipalpis, a principal vetora da leishmaniose visceral em outras áreas da América, são aspectos que sugerem a participação de ambas na transmissão da doença, em Corumbá.
Gloria Maria Gelle de OliveiraErnesto Antônio Figueiró FilhoGeórgia Medeiros de Castro AndradeLaura Abrahão de AraújoMyrna Lícia Gelle de OliveiraRivaldo Venâncio da Cunha
Eunice Aparecida Bianchi GalatiVânia Lúcia Brandão NunesMaria Elizabeth Cavalheiros DorvalElisa Teruya OshiroGeucira CristaldoMarcos A. EspíndolaHilda Carlos da RochaWladimir Barbosa Garcia
Paulo Silva de AlmeidaJoão Cezar do NascimentoAdemar Dimas FerreiraLuiz Donizethe MinzãoFrancisco PortesAirton Marques de MirandaOdival FaccendaJosé Dilermando Andrade Filho
Vânia Lúcia Brandão NunesEunice Aparecida Bianchi GalatiCarla CardozoMaria Elizabeth Ghizzi RoccaAna Rachel Oliveira de AndradeMirella Ferreira da Cunha SantosRicardo Braga AquinoDavid da Rosa
Ceclie M. B. BIANCARDIEloy Guillermo Castellón