O Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC) é um movimento de moradia a partir do qual são articuladas famílias de baixa renda com o objetivo de obter atendimento por programas habitacionais públicos, principalmente no centro de São Paulo. Este artigo propõe uma discussão etnográfica a partir da rede de relações e de conexões entre questões em torno da “luta por moradia” a fim de perceber o acionamento do Centro enquanto espacialidade onde se inscrevem as práticas do MSTC. Assim, a análise aqui proposta não toma as espacialidades como apriorísticas, o que poderia empobrecer a percepção do alcance dessas redes e conexões. A territorialidade do Centro é, portanto, construída simbolicamente, do ponto de vista nativo, a partir das redes que o significam como objetivo pretendido da “luta por moradia”.