Quando, no século XIX, os imigrantes europeus aportaram no Brasil, os que eram católicos depararam-se com um catolicismo popular que se desenvolvia de forma autóctone, mesclando influências da administração da coroa portuguesa e depois pela brasileira, que controlavam o clero e o usavam para fins de dominação. A falta de padres propiciou a reunião de leigos em irmandades, nas quais se desenvolveu um catolicismo devocional que não carecia de sacerdote. Ainda, no século XIX, com a romanização, a Igreja católica voltou-se contra esse tipo de profissão de fé, mas o povo, em contrapartida, permaneceu resistente e continuou a cultivar práticas religiosa já enraizadas pela tradição.
Maurício RizzattiPedro Leonardo Cezar Spode